quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Velha Guarda Musical Camisa Verde e Branco - Canto pra viver (2005)


Segue a jóia que é o disco da Velha Guarda do Camisa.


1. Tributo à Velha Guarda (Dadinho/Melão/Paulinho)
2. Canto para viver (Dadinho/Melão/Paulinho)
3. Nata do Samba (Airton Santa Maria e Mario Luiz)
4. O meu surdo deu sinal (Dadinho/Melão/Paulinho)
5. Saudade de você (Dadinho/Melão/Paulinho)
6. Sampa só samba (Airton Santa Maria/Mario Luiz)
7. Se eu chorar (Hailtinho/Wilson Cachoeira)
8. Quando ela falar (Nelson Primo)
9. Minha preta (Ariton Santa Maria/Mario Luiz)
10. Baiana da Ribeira (Airton Santa Maria/Mario Luiz)
11. Quem censurar meu proceder (Hailtinho/Wilson Cachoeira)
12. Lamento negro (Airton Santa Maria/Mario Luiz/Bartolo)
13. Se fosse (foi) pra chorar (Nelson Primo)
14. Maria e João / Tem pó mas não tem açúcar / Rosa (Tio Mario)
15. Pout-pourri de sambas-enredo (a. Carioca/Soró; b. Zelão/Valmir; c. Zelão/Adalberto/Valmir/Carlinhos; d. Ideval Anelsmo/Zelão/Jordão; e. Ideval Anselmo; f. Carica/Soró)


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Núcleo de Samba Cupinzeiro (2008)



Samba de Campinas/SP de muito valor. Bons arranjos, boas composições e ótimos músicos. Samba de primeira.

1 - Lamento Negro (Edu de Maria / Bruno Ribeiro)
2 - História e Tradição (Edu de Maria / Bruno Ribeiro)
3 - Aparências (Alfredo Castro / Edu Fiorussi)
4 - Prioridade (Edu de Maria / Bruno Ribeiro)
5 - Bar do Pachola (Edu de Maria / Bruno Ribeiro)
6 - Sem Lágrimas (Alfredo Castro)
7 - Maior que a Cor (Anabela)
8 - Samba Infinito (Edu de Maria)
9 - Meu Coração Vacilou (Edu de Maria / Bruno Ribeiro)
10 - Alma do Samba (Edu de Maria / Bruno Ribeiro)
11 - O Samba Chama (Anabela)
12 - Pra Ficar de Pé (Alfredo Castro)

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dona Inah - Olha quem chega (2008)


Dona Inah cantando Eduardo Gudin. Discaço.


"Gostei por demais do disco da Dona Inah. Cantora intuitiva, sem escolas, sem pretensão de mostrar virtuosismos, sem mirabolâncias vocais. É uma cantadeira realmente popular, do botequim, da esquina, do palco, da vida. Tem a voz das amas-de-leite do tempo do cativeiro, das lavadeiras de beira-rio, das croners enfumaçadas dos cabarés antigos, das pastoras das primeiras escolas de samba. Voz agradável de ouvir, pura, primitiva. E tem bom-gosto a danada. Escolheu interpretar uma pala da obra de um compositor que já merecia, há muito, essa homenagem: o meu querido parceiro Eduardo Gudin, um dos maiores representantes do samba de sua terra nativa, a boêmia São Paulo. Fui premiado com oito músicas nesse CD. E adorei. Ouvi de uma talagada só. E, coisa rara, sem pular nenhuma faixa. Direto. Me deleitando. E, tenho certeza, vou escutar por muitas vezes ainda. É disco pra curtir sempre. Pra mostrar. Pra indicar. Pra dar de presente. Gudin, meu velho companheiro, belíssimo momento eterno esse. Dona Inah, magnífico tributo o seu. Um beijo grande, boa sorte. E deixa eu botar de novo a bolacha pra tocar."


Paulo César Pinheiro


01- Olha Quem Chega (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
02- E Lá Se Vão Meus Anéis (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
03- Ainda Mais (Eduardo Gudin / Paulinho da Viola)
04- Longe de Casa (Eduardo Gudin / Paulo Vanzolini)
05- Boa Maré (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
06- Velho Ateu (Eduardo Gudin / Roberto Riberti)
07- Veneno (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
08- Verde (Eduardo Gudin / J. C. Costa Netto)
09- Desperdício (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
10- Mente (Eduardo Gudin / Paulo Vanzolini)
11- Chorei (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro / Mauro Duarte) / Euforia (Nelson Cavaquinho / Eduardo Gudin / Roberto Riberti)
12- Quem Chega Atrasado (Eduardo Gudin)
13- Santo Dia (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
14- Velho Sambista (Eduardo Gudin) / Violão Gentil (Dino Galvão Bueno / Eduardo Gudin)
15- Maior é Deus (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
16- Praça 14 Bis (Eduardo Gudin)

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Toniquinho Batuqueiro - Memória do Samba Paulista (2009)


Toniquinho Batuqueiro é um dos grandes expoentes do samba paulista. Contemporâneo de Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Carlão do Peruche, teve seu primeiro disco gravado neste ano de 2009. Vale a pena conferir.


MEMÓRIA DO SAMBA PAULISTA - TONIQUINHO BATUQUEIRO

(2009) Sambatá SAM 010-2

Artista(s):
Toniquinho Batuqueiro

Fonogramas:

1. Kolombolo
(Toniquinho Batuqueiro / Renato Dias / T. Kaçula)

2. Marra no mourão
(Toniquinho Batuqueiro)

3. Ditado antigo
(Toniquinho Batuqueiro)

4. Bolo de fubá
autor: Renato Dias,T. Kaçula | editora: Direto/Spin Music - -
5. Sá dona
(Toniquinho Batuqueiro / Geraldo Filme)

6. Tristeza
(Toniquinho Batuqueiro)

7. Terreiro tá
(Toniquinho Batuqueiro / Carlão do Peruche)

8. Pé de serra
(Toniquinho Batuqueiro)

9. Quem vê
(Toniquinho Batuqueiro)

10. Saco vazio
(Toniquinho Batuqueiro / Zeca da Casa Verde)

11. Carnaval colorido
(Toniquinho Batuqueiro)

12. Saudade do bonde
(Toniquinho Batuqueiro)

13. A pontinha
(Toniquinho Batuqueiro)

14. Pot-pourri - Sambas de quadra: Peruche/Rosas de Ouro
(Toniquinho Batuqueiro)


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sábado, 2 de janeiro de 2010

Tantinho canta Padeirinho da Mangueira (2009)


Padeirinho foi um dos grandes nomes da Mangueira de todos os tempos. Tantinho, memória viva da Verde e Rosa é um dos grandes gogós. Nesse disco, um grande serviço ao samba foi prestado.

01- Modificado (Padeirinho)
02- Rua das casas (Padeirinho)
03- Esta saudade (Padeirinho / Jorginho Peçanha)
04- Cuidado mulher (Padeirinho)
05- Se manda mané (Padeirinho)
06- A situação do escurinho (Padeirinho / Aldacyr Louro)
07- Logo a mim (Padeirinho)
08- O remrorso me persegue (Padeirinho)
09- Tereiro em Itacuruçá (Padeirinho / Moacyr)
10- Favela (Padeirinho / Jorginho Peçanha)
11- Distância (Padeirinho)
12- Linguagem do morro (Padeirinho / Ferreira dos Santos)
13- A mais querida (Padeirinho)
14- O Grande presidente (Padeirinho)

Participação de Marquinhos China e Mestre Birinha

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Gloria Bomfim - Santo e Orixá (2007)


A Yalorixá Glória Bonfim é uma das mais expressivas e autênticas vozes que conheço. Seu canto primitivo, forte, verdadeiro, despretensioso e absolutamente intuitivo é um diamante bruto que representa, de forma emocionada, a cultura dos terreiros de candomblé, trazida pelos negros africanos e mantida aqui pelos mestiços brasileiros.

Resolvi registrar o que ouvi, cumprindo tanto quanto possível o papel de repórter, interferindo minimamente e apenas quando necessário. O repertório inédito foi recolhido da obra de Paulo César Pinheiro, compositor preferido da cantora, que a ela o entregou como um presente. Todas as músicas abordam temas ligados ao candomblé, e muitas têm a forma de cantigas de santo, utilizadas em rituais. Chamei alguns dos instrumentistas e amigos que mais admiro, músicos que entendem e respeitam essa linguagem e que já admiravam a Glória das rodas na minha casa. Todos acertaram em cheio. A característica dessas cantigas se iniciarem sempre por uma invocação, puxada pelos babalorixás ou yalorixás e respondida pelo coro das yaôs, foi respeitada por todos, se impondo aqui a qualquer concepção de arranjo. A energia que rolou no estúdio deixou claro que os orixás ficaram satisfeitos e aprovaram nossa homenagem. Axé!

A história dessa baiana é comovente e cinematográfica. Nascida em Areal, um pequeno povoado no interior da Bahia, Glória era requisitada desde muito menina pra cantar nas redondezas, em festas de casamento, batizados etc. Ela conta que muitas vezes foi tirada da cama por seu Tutu, festeiro do lugar, vestindo um camisú (daqueles de cambraia com calçola igual) e levada no balaio de um jegue pra animar essas festas. Não havia rádio e muito menos disco naqueles lugarejos em que a festa dependia dos músicos e dos cantores da região. Filha de Domingas e Miguel, a pequena intérprete de 8 anos agradava a todos com sua voz potente. De cima de um caixote de madeira, sua voz era ouvida de longe, garantindo boa dança e boa festa! Década de 60, o rock chegando às capitais, e o hit da pequena cantora era a valsa Viagem, de João de Aquino e Paulo César Pinheiro. A partir daqueles dias, a menininha começa a sonhar em ser cantora de verdade.

Mas a valsa e tudo aquilo ficaria pra trás quando, acreditando em falsas promessas de estudo e de um futuro melhor, Domingas entrega a filha aos cuidados de uma senhora. No lugar de cartilha, a menina recebeu uma colher-de-pau e o trabalho doméstico não remunerado. Voltou a subir em tamboretes, agora não mais pra cantar, mas pra alcançar o fogão e a pia. Acabou se tornando uma cozinheira de mão cheia! Aos quatorze anos veio pro Rio de Janeiro, fugindo da tal tutora. Sem documentos, pai nem mãe, tinha apenas a cara, a coragem e o dinheiro do ônibus. Trabalhou de doméstica e, dez anos depois, veio parar em minha casa. Meu filho Julião - que também estréia como violonista nesse disco - tinha apenas dois meses. Glória trabalhava sempre cantando.

Desde a primeira vez que a ouvi, já senti o que estava ali. Voz rascante e afinada, com volume impressionante, precisão rítmica admirável. E tinha cultura, ancestralidade. O repertório era irretocável. Comecei a reparar também que Paulo César Pinheiro, o dono da casa, era o compositor mais constante, com diversos parceiros: Mauro Duarte, João Nogueira, Eduardo Gudin e, naturalmente, João de Aquino. Um dia daqueles, ainda sem conhecer sua história, passei pela cozinha enquanto ela cantava Viagem, e brincando, insinuei que ela estaria puxando o saco do patrão. Ela se assustou, me pegou pelo braço e me fez sentar pra explicar. Eu falei que aquela música era do Paulinho, ora! Com os olhos cheios dágua, ela me disse não acreditar que alguém inventasse música e, menos ainda, que estivesse trabalhando na casa do criador daquela, que a acompanhava desde criança. Eram dois fenômenos: Glória achava que músicas não eram feitas, mas que apenas existiam como as cantigas de santo do candomblé. E não imaginava, absolutamente, que estava há quatro anos convivendo com o autor da sua maior lembrança! Claro que esse trabalho que apresento era inevitável. E vocês vão concordar!


Luciana Rabello


GLORIA BOMFIM - SANTO E ORIXÁ

(2007) Acari Records AR 31

Artista(s):
Gloria Bomfim

Fonogramas:

1. Santo e Orixá
2. Ogum-Menino
3. Bambueiro
4. Encanteria
5. Anel de Aço
6. Cavalo de SantO
7. Gameleira Branca
8. O Mais Velho
9. Casa-De-Coco
10. A Palma da Palmeira
11. Senhor da Justiça
12. Sultão do Mato
13. Caboclo Guaracy
14. A Revolta dos Malês

Todas as músicas são de Paulo César Pinheiro

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nelson Sargento - Versátil (2009)


Neste novo álbum do Nelson Sargento, ele transita por outros estilos musicais como a valsa e o fox-trot. Mas, em geral, trata-se de um belo disco de samba com belos arranjos e composições.

NELSON SARGENTO – VERSÁTIL

(2009) Olho do Tempo OLT006

Artista(s) :
Nelson Sargento

Fonogramas:

1. Nas asas da canção
(Ivone Lara / Nelson Sargento)
Participação: Dona Ivone Lara



2. Sinfonia imortal
(Nelson Sargento / Agenor de Oliveira)

3. Verão no rosto
(Maurício Tapajós / Nelson Sargento)

4. Ciúme doentio
(Cartola / Nelson Sargento)
Participação: Zeca Pagodinho

5. Rosa Maria, Flor Mulher
(Nelson Sargento / Wagner Tiso))
Participação: Wagner Tiso

6. Bálsamo
(Nelson Sargento)

7. Primeiro de Abril
(Nelson Sargento)

8. Acabou meu sossego
(Nelson Sargento / Agenor de Oliveira)

9. Parceiro da ilusão
(Nelson Sargento / Agenor de Oliveira )

10. Só eu sei
(Nelson Sargento / Marreta)

11. Pobre milionária
(Nelson Sargento)

12. Falso amor sincero
(Nelson Sargento)

13. Amar sem ser amado
(Nelson Sargento / Agenor de Oliveira)

14. Pranto ardente
(Nelson Sargento / Oscar Bigode)

15. Século do Samba
(Nelson Sargento / Josimar Monteiro / Francisco Blanco)
Participação: Velha Guarda da Mangueira

16. Ídolos e astros
(Marinho da Chuva / Nelson Sargento)


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